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Russomano e a VACINA

11 de novembro de 2020 admin 0 Comments

O candidato Celso Russomanno disse que a vacina para #covid19 deve ser testada em quem já está doente; e de preferência em idosos e crianças. Contra tudo que prega a ciência, Russomanno deu uma aula de desinformação. Entenda aqui por que o que ele disse não faz o menor sentido:

Primeiro, é importante dizer que vacinas não são usadas para tratar a doença, mas sim para evitar o contágio. Até porque a eficácia da vacina não é de 100% (há gente que tomará e mesmo assim estará sujeita a desenvolver a doença).

Mas não para por aí…

Nas fases iniciais, são vacinadas pessoas saudáveis e fora do grupo de risco justamente por causa dos POSSÍVEIS efeitos adversos provocados. Na fase 3, na qual são testadas milhares de pessoas, idosos e crianças entram na amostra (a fase 2 já testou algumas centenas de pessoas).

Se a vacina fosse testada apenas em indivíduos já doentes, não seria possível identificar quais deles a vacina foi eficaz ou se foi o próprio organismo que conseguiu lutar contra o vírus e formar anticorpos por conta própria.

E outra: o efeito placebo é ignorado! Explicando…

Bastante conhecido no meio médico mas sem causa aparente, o efeito placebo tem impacto e por isso deve ser considerado nos testes. Funciona assim: pacientes relatam melhora na condição de saúde ao tomar um remédio que objetiva diminuir certas dores ou sintomas. Mas há um porém….

Muitos desses pacientes não tomaram o remédio com o princípio ativo que realmente reduz os sintomas do que estão sentindo. Eles tomaram uma pílula de açúcar ou farinha, ou qualquer outro ingrediente que não combate o sintoma. Mas o fato de acreditar fez toda a diferença!

Alguns números: 33% dos pacientes relatam melhora, independente da doença. Até a cor da pílula influencia no resultado!

Pacientes com dor crônica, assim como doenças em que a dor é um sintoma – como câncer e depressão – são as que mais se beneficiam do placebo!

Mas e as vacinas?

Sabendo do efeito placebo, a fase 3 é construída no modelo duplo-cego: nem os voluntários nem os aplicadores sabem qual vacina estão recebendo ou aplicando. Com isso, os voluntários devem tomar todos os cuidados e seguir os protocolos de saúde mesmo após a vacinação.

Após algum tempo, alguns voluntários vão contrair a doença e aí os pesquisadores irão checar quem tomou a vacina e quem não tomou. No caso da Pfizer, que saiu nessa semana, dos 94 já infectados, 90% não haviam tomado a vacina, e 10% tinham. Ou seja, a eficácia até o momento é de 90%.

Foram décadas até cientistas criarem os processos seguros p/ a descoberta de vacinas e remédios. O ganho para a sociedade foi gigantesco! Comentários anti-científicos como esse só atrapalham. Felizmente, parte do eleitorado de SP já descobriu a real face do Russomanno…

FONTES:

Caso da fala de @celsorussomanno: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2020/noticia/2020/11/03/russomanno-afirma-que-vacina-para-covid-19-deveria-ser-testada-em-quem-ja-esta-doente.ghtml…

Um bom resumo sobre estudos do efeito placebo:

https://uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/especial-placebo/…

Sobre a notícia recente dos resultado da vacina da Pfizer:

https://edition.cnn.com/2020/11/09/health/pfizer-covid-19-vaccine-effective/index.html?utm_source=twCNN&utm_term=link&utm_medium=social&utm_content=2020-11-09T12%3A05%3A24