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Pediatras: a ciência pela reabertura

30 de novembro de 2020 admin 0 Comments

Um grupo de pediatras lançou o manifesto “A ciência pela reabertura” que evidencia que a escola NÃO é um ambiente que auxilia a propagação de COVID. Pelo contrário.

Será que nosso prefeito reeleito irá finalmente abrir os olhos para a ciência e prosseguir com a reabertura das escolas? ou vai dar as costas para nossos alunos e para a educação como um todo?

Vamos aos fatos.

Sabemos que crianças até 11 anos se infectam de 2 a 5 vezes menos do que os adultos e somente a partir dessa idade que a taxa de infecção é similar a dos adultos.

Também são raras as complicações durante a infância, totalizando 0,6% dos óbitos totais, embora represente mais de 20% dos casos reportados de COVID-19.

Considerando que as crianças são assintomáticas ou com leves sintomas, elas NÃO são responsáveis por espalhar o vírus. Dificilmente as crianças são o primeiro caso da família, usualmente o vírus chega através de um adulto que está trabalhando ou passeando.   

Para as crianças, as doenças como influenza ou síndromes respiratórias são mais perigosas do que o COVID mas ninguém deixa de mandá-las para a escola em época de gripe. Devido à falta de convivência com os colegas houve aumento de crianças com ansiedade, obesidade e depressão. 

Assim como os demais estabelecimentos a reabertura das escolas deverá seguir as medidas de prevenção e distanciamento social garantindo a segurança das crianças, professores e colaboradores. Com o novo aumento de casos de COVID, será que as escolas permanecerão fechadas?

É necessário entender que a vacina não pode ser a bala de prata contra o COVID uma vez que não haverá vacinação em massa no próximo ano. Em SP já estamos sem aula presencial desde 23/março e há grupos de pais recorrendo ao judiciário para o retorno às escolas ainda em 2020! Há receio, inclusive, de que as aulas não voltem nem em 2021. Um desastre completo.

A educação NÃO é prioridade para os governos brasileiros! 

É ainda mais grave quando pensamos que os alunos das escolas privadas estão tendo acesso à aulas online e atividades extracurriculares enquanto as crianças das escolas públicas estão ‘jogadas à sorte’. Apenas em novembro o Governo de SP forneceu chips com internet aos professores e alunos da rede estadual. 

Os pediatras, assim como a UNICEF, a OMS e a experiência internacional concluem que as escolas devem ser classificadas como ATIVIDADES ESSENCIAIS pois sem o ambiente escolar estamos prejudicando nossas crianças socialmente, emocionalmente e no longo prazo. O custo vem e será altíssimo.

Mesmo com todo esses dados e a ciência dando respaldo, os prefeitos ignoram os fatos. A sociedade civil tem que ir à justiça pela volta às aulas. Aqui no Brasil, seguimos o caminho INVERSO do mundo todo, deixando TUDO ABERTO e ESCOLAS FECHADAS.