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Os professores têm liberdade de expressão?

20 de outubro de 2020 admin 0 Comments

A educação brasileira é sempre deixada por último nos graus de ‘prioridade’ do Estado

20 out 2020, 16h27

Nessa semana do dia do professor, gravei um vídeo sobre o que venho observado nesses últimos dias a respeito do imbróglio envolvendo a reabertura das escolas no estado de São Paulo. Como a decisão é do prefeito, há municípios do estado que decidiram que não vão reabrir as escolas em 2020, deixando a decisão apenas para o ano que vem. 

Professora

Professora (Reprodução/Internet)

Contudo, esses mesmos municípios tem reaberto cinemas, teatros, bufês infantis, shoppings e restaurantes, o que levanta dúvidas sobre os critérios para esse processo de reabertura.

Tenho notado que há sim professores que defendem a volta às aulas presenciais, tanto do ensino privado quanto do público, mas recebo diversas manifestações deles para que sua identidade não seja revelada, com medo de punições ou represálias dentro do ambiente escolar. 

Com medo da reação de seus colegas que pensam diferente, esse grupo – grande, mas silencioso – prefere não dar as caras publicamente para evitar danos à sua carreira. Contudo, o grupo ‘numeroso’ (que eu diria que é o grupo barulhento) pode falar ABERTAMENTE sobre o seu ponto de vista, que é o de deixa escolas fechadas e sem aulas presenciais.

Veja que contraditório: educadores que propagam a liberdade de expressão dentro de sala de aula e dizem aos quatro ventos que a educação deve ser plural, inclusiva e democrática não admitem opiniões contrárias à sua. 

Por isso, queria deixar claro que estou aqui para representar educadores que muitas vezes não têm voz no meio educacional. Aqueles que não se sentem confortáveis em defender suas posições publicamente por receio de represálias, o que é um absurdo por si só, como eu destaquei acima.

Eu não estou preocupado com a popularidade de uma determinado medida ou outra. Muitas vezes o líder tem a obrigação de tomar ações IMPOPULARES, mesmo que ele saiba que no curto-prazo haja resistências. 

Se não fosse assim, reformas estruturais (econômicas, políticas e sociais) dificilmente passariam pelo governo / congresso.

Mas não é isso que vemos nas cidades paulistas, onde a eleição de novembro parece importar mais do que o futuro das crianças e jovens do município. Tenho falado insistentemente sobre evidências científicas que mostram que as escolas não são as vilãs na transmissão do vírus. Pelo contrário: a própria OMS tem falado que a reabertura escolar não agravou pandemia

Ajude a manter o MBL na luta!

Triste realidade da educação brasileira, sempre deixada por último nos graus de ‘priorização’ do Estado brasileiro.