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Interferência política Made in Brazil

20 de fevereiro de 2021 admin 0 Comments

Foto de Capa: Brazil Journal.

As empresas de capital misto, como é o caso da Petrobras, tem participação do mercado mas quem manda mesmo é o governo.

Por serem negociadas na bolsa, devem ser transparentes com seus resultados. Mas a prática, às vezes, é um pouquinho diferente…  E mesmo com a lei das estatais (13.303/2016), essas empresas servem como capital político. 

Sabendo que a qualquer momento pode haver um novo favorecimento político ou caso de corrupção, estão sempre em desvantagem. A interferência é SEMPRE ruim. A história da Petrobras é o exemplo perfeito disso.

Em 2014, após o início da operação lava-jato, a empresa teve prejuízo de R$21 bilhões, sendo R$6 bi apenas corrupção.

Outro fator que aumentou o prejuízo da empresa foi o controle de preços da gasolina entre os anos de 2008 a 2014. O preço externo era mais alto do que o preço nacional. O repasse ocorria com atraso, “na melhor das intenções” para frear a inflação…

Após mudanças de gestão, em 2016, a Petrobras, por importar e exportar uma commodity, decidiu que os preços do diesel e gasolina acompanhariam os preços internacionais do petróleo.  

Entretanto, em 2018, uma das reclamações da greve dos caminhoneiros era justamente o preço do diesel, pois estava inviabilizando os fretes. O Governo decidiu, na época, não fazer tantos ajustes no preço do diesel.

No início do governo Bolsonaro, a promessa de escolhas técnicas trouxe uma esperança de dias melhores. O currículo e experiência do então presidente Castello Branco não me deixam mentir, com doutorado na FGV e pós doc em Chicago, EUA.

Mas aí a subida do dólar junto com a elevação do preço das commodities pressionou o preço dos combustíveis na bomba. Isso irritou o presidente, pressionado por grupos de interesse, como é o caso dos caminhoneiros. Cogitou até a redução dos impostos, mas não foi acompanhado pelo presidente da Petrobras, que insistia em reproduzir os preços internacionais e repassá-los ao consumidor.

No fim, mais uma demissão. E vale sempre lembrar: no governo Dilma, a Petrobras segurava os preços mesmo com as oscilações observadas no mercado internacional. Isso ocasionou prejuízos gigantescos para a operação da empresa.

É como se você vendesse um sorvete, que comprava do fornecedor por R$2,50, mas só pudesse vender por R$2,00. Nesse caso o prejuízo seria só seu, mas no caso da Petrobras era diluído como sempre para o contribuinte. 

E isso é só a ponta do iceberg. Infelizmente, intervenções em estatais são bastante comuns no cotidiano nacional. O setor elétrico (com a absurda MP 579 em 2013) e mudanças constante no Banco do Brasil (inclusive com ameaça de demissão também) são exemplos. 

Uma solução mais do que indicada é privatizar essas empresas. O governo precisa estar no básico (saúde, educação e segurança), deixando a iniciativa privada cuidar do resto. Mas, obviamente, isso não é interessante para quem quer mandar e desmandar nas joias da coroa do Estado.