Você já se perguntou qual é o papel do ensino superior público? Em tese, assim como as escolas públicas, as universidades brasileiras deveriam atender a parcela da sociedade que não tem como pagar pela educação. Mas, isso realmente acontece?

 

As universidades públicas são financiadas pelos pobres, mas servem os ricos.

Não precisa ir tão longe para mostrar que a escola pública não prepara os jovens para ingressarem no Ensino Superior. Nem os Diretores, Professores, Pais e nem os Alunos esperam que isso algum dia aconteça. As expectativas que a sociedade tem sobre os alunos de escolas públicas são simplesmente muito baixas. Faltam recursos e um trabalho sério, estratégico, para que essa situação mude algum dia.

Mas como tudo no Brasil funciona de cabeça para baixo, na educação não poderia ser diferente: O Ministério da Educação destina a maioria dos seus recursos para o ensino superior, onde a grande maioria dos alunos tem condições de pagar pela educação. Em 2017, foram cerca de 58% do orçamento do MEC destinados a educação superior. Imagine que cada aluno da USP, custa para o governo em torno de 35 mil reais, na Unicamp, 40 mil reais. O que sobra de todo o dinheiro, vai para a educação básica, onde os pobres estudam.

E isso tudo ainda é pior: os recursos que são encaminhados para o ensino superior são advindos de impostos sobre o consumo, uma porcentagem que vem praticamente toda da parcela pobre da população.

Aquilo que é destinado à educação, advém da arrecadação de impostos da União, receitas de transferência institucionais e contribuição social do salário-educação.

De acordo com a Constituição, a União deve aplicar 18% desses recursos em educação, enquanto que os Estados e municípios, 25% daquilo que é arrecadado.

 

Um sonho distante

No fim, a universidade acaba ficando só na imaginação do jovem da escola pública. Mesmo para os sobreviventes, aqueles que conseguem chegar até o fim do ensino médio, o ensino superior público está há milhares de anos-luz de sua realidade. Para piorar, as universidades privadas são caras. Para poder estudar, o jovem de escola pública precisa buscar  um trabalho.

É aí que as consequências da falta de incentivo e investimento começam a aparecer. A busca por um trabalho demanda capacitação profissional. Uma série de competências e habilidades que a educação básica não ofereceu. Resultado: o jovem se vê sem capacitação, sem incentivo e sem ter para onde ir.

Ao darem seus primeiros passos fora da escola, não encontram um caminho, um futuro promissor. Pelo contrário, nesses primeiros passos tímidos acabam tomando a primeira rasteira da vida. Rasteira de um Estado injusto e incoerente.

 

Mas, e aí?

Destinar 58% do orçamento da educação para o ensino superior gratuito é um dos programas mais injustos do Brasil. Talvez um dos maiores programas de transferência de renda do pobre para o rico já vistos no mundo.

Existem um milhão de ideias para resolver esse problema. Dentre todas elas prefiro a mais radical (e mais óbvia): Devemos começar a cobrar mensalidade nas universidades federais e estaduais para aqueles alunos que tem condições de pagar. Simples assim. Com essa nova arrecadação, poderíamos reverter as proporções e dedicar a maioria do orçamento federal da educação para a tão necessária educação básica.

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