Você já se perguntou alguma vez se algum programa de larga escala do governo se baseia em pesquisas ou evidências? Não é estranho pensar que grande parte daquilo que é definido pelos governos não é testado antes de ser aplicado pelo país inteiro?

No Brasil, sobretudo na última década do PT, os programas desenhados e executados em larga escala pelo governo federal não tinham sustentação nem testes de efetividade. O que acontece nesses casos é uma falta de visão e um despreparo por parte desses governos, que criaram programas na base do improviso, sem o conhecimento do que originava os problemas que queriam combater e sem entender as reais necessidades da população.

 

Precisamos de medidas que dão certo

E o que nós podemos fazer para que os programas e as decisões governamentais passem a ser mais assertivas? Acho que podemos explorar um novo modelo de fazer política, pautado em técnica e ciência.

Alguém lança um carro sem testar?

Alguém lança um liquidificador sem testar?

Então por que criamos um programa de educação que vai impactar milhões de pessoas e não testamos?

 

Como assim?

Por exemplo, o programa PRONATEC foi criado com o objetivo de aumentar as chances de reinserção dos jovens no mercado de trabalho formal, mas um estudo do Ministério da Fazenda mostraram que o programa não conseguia atingir esse objetivo. Até hoje foram gastos R$ 38 bilhões(!!!) em um programa que NÃO gera impacto na vida dos jovens.

Não adianta a ideia ser boa, porque o diabo está nos detalhes. Pensemos no exemplo dos vouchers educacionais, que são bolsas concedidas pelo governo para que as famílias escolham escolas particulares de qualidade para seus filhos, uma espécie de PROUNI para a educação básica, na educação pública. A ideia é fantástica e poderia sim ser aplicada no Brasil. Mas o que poderia ser feito para implementar um programa como esse garantindo sua efetividade?

Para a aplicação desse novo modelo, seria necessária uma série de testes, o passo a passo poderia ser:

 

  1. Fazer diversas propostas de modelos de voucher com regras diferentes para regiões diferentes do país. Afinal uma criança em uma cidade de 500 habitantes no Piauí não deve ter os mesmos problemas de uma no meio de São Paulo certo?;
  2. Colocar os vouchers em execução em fase de testes para municípios selecionados comparando escolas que estão experimentando com as que não);
  3. Aprender, aprender e aprender. Com aquilo que funciona e com o que não funciona (comparando com o desempenho de todos os municípios);
  4. Melhorar o programa com base nos aprendizados (praticando o que deu certo e encerrando o que deu errado);
  5.  Executar o novo programa para mais municípios;
  6. Repetir o processo indefinidamente, procurando melhorar sempre até o projeto ficar excelente.

 

Precisamos orientar as políticas públicas para melhorar a educação

Se um dia começarmos a pensar dessa forma e orientar as políticas públicas nessa direção, podemos parar de discutir a política, para começar a discutir evidências e maneiras para solucionar os problemas e melhorar a vida das pessoas.

Você acredita que esse modelo pode ser uma solução? Comente abaixo.

Também escrevi mais sobre os vouchers educacionais e outros modelos que podem melhorar a educação básica aqui.

Quero muito te ouvir, esse é o momento ideal para debatermos sobre o futuro do Brasil. Pode me acompanhar e enviar mensagens pelo Facebook, Instagram, WhatsApp.

E aí o que achou?

Vamos conversar! comente aqui em baixo para trocarmos mais ideias!