É inegável que o ensino básico público no Brasil é de baixa qualidade. E que resolver esses problemas será um esforço enorme de algumas gerações. Ao compararmos a qualidade do ensino básico do Brasil com a de outros países,  observamos que nossos índices de aprendizado estão abaixo daqueles de países de renda semelhante ou ainda mais pobres.

O único avanço que os especialistas em educação enchem a boca para falar, o acesso à educação básica, não é exatamente um sucesso. Apesar, dos avanços nas últimas décadas, mais de 1,5 milhões de jovens ainda estão fora das escolas. As mudanças na educação são tão difíceis que nos acostumamos a nos contentar com pouco, enquanto isso ocorre para as camadas mais ricas da sociedade, que possuem acesso à escolas privadas, as crianças mais pobres não o possuem.

A qualidade do ensino oferecido nas redes públicas de ensino sofrem de um efeito semelhante. Alguns avanços aconteceram nos últimos anos, sobretudo nos anos iniciais do ensino fundamental (1o a 5o ano). Mas esse avanços são muito tímidos e os anos finais (6o a 9o ano) e Ensino Médio ainda estão derrapando.

 

E quais são os desafios para melhorar?

Melhorar a educação básica pública na escala e velocidade que a sociedade demanda não vai ser fácil. O sistema educacional é composto por muitos grupos. Cada um com um interesse diferente e que raramente se alinham com os interesses dos protagonistas desse sistema: os alunos.

A realidade é que hoje em dia é impossível realizar qualquer mudança. Isso pelo simples motivo de que mudanças trazem vencedores e perdedores. E aqueles que perdem não querem que a mudança aconteça em primeiro lugar. Nos meus anos como consultor em Educação, cansei de ver iniciativas criativas e inteligentes (que muitas vezes não custavam nenhum centavo!) serem barradas por grupos que se viam ameaçados pelas novas regras.

No sistema educacional brasileiro, o grupo mais vulnerável é o grupo mais importante de todos. E que muitas vezes fica em último lugar na lista de prioridades. Não existe grupo mais maltratado que os alunos. Eles são as grandes vítimas, pois acabam sendo privados de um futuro com mais oportunidades e possibilidades. Para tirarmos a educação pública da lama, é preciso pensar fora da caixa. Mudar a lógica de como as coisas são feitas: Educação não é política!

Se quisermos resolver os problemas, vamos precisar ser técnicos.  Buscar utilizar exemplos que são certo pelo Brasil e também de outros lugares do mundo e testar soluções novas.

 

Duas soluções possíveis para a educação pública:

São inúmeras as possibilidades, mas vamos para citar duas que já foram adotadas em outros países: Vouchers educacionais e o modelo de Charter School.

 

  • Vouchers educacionais: Os vouchers educacionais são certificados de financiamento emitidos pelo governo, como se fossem uma espécie de “vale-escola”, onde alguns alunos são subsidiados pelo governo. O modelo já é adotado em larga escala por países como Chile e Suécia, e Estados Unidos.

 

  • Charter School: Os modelos charter school tem ganhado muita força no mundo, e estão sendo apontados como referência em excelência de ensino. As charter school são basicamente escolas que de certa forma são adotadas pela iniciativa privada. A gestão delas não visa fins lucrativos. A escola, apesar de ser pública, passa a seguir a lógica de uma gestão privada.

 

Esses e muitos outros modelos poderiam ser testados pelo Brasil. Como disse anteriormente, é preciso testar para sair do lugar. A pior opção que temos é manter as coisas do jeito que estão.

 

Já temos todos os diagnósticos nas mãos

Hoje em dia já possuímos todos os diagnósticos possíveis e imagináveis. Já sabemos onde a educação pública está falhando. Melhorar o ensino público deixou de ser um problema de falta de dados e de evidências.

Para que a educação possa avançar e que todas as crianças e jovens tenham uma educação básica que os prepare para se tornarem cidadãos conscientes e preparados para viver em um mundo complexo como o nosso. Nós precisamos tratar a educação de forma diferente.

A educação deveria deixar de uma vez por todas de ser mais uma plataforma para se fazer política. Educação básica deveria ser tratada como um tema estritamente técnico. Só assim conseguiremos ter a coragem, a criatividade e o pragmatismo necessários para resolver um dos desafios mais complexos dos nossos tempos.

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