Acreditar na educação pública pode ser bem difícil. A realidade das escolas públicas no Brasil não é das melhores, tanto em relação à estrutura como em relação à qualidade de ensino.

Apesar dos avanços recentes, o Brasil ainda precisa de muito. Para atingir níveis de qualidade aceitáveis e que realmente preparem os jovens para que caminhem de forma independente nos passos seguintes de suas vidas, não é uma realidade fácil.

 

Ainda há esperança?

Sim, mas isso não quer dizer que será fácil. Os desafios para melhorar o ensino público são grandes e muitas vezes as discussões sobre a educação acabam sendo maiores do que as ações. E os maiores interessados, os alunos, acabam ficando em segundo plano.

Essa foi uma das questões que eu vivenciei quando trabalhei como consultor em educação. Existem diversos projetos bacanas com potenciais enormes para promover melhorias. Mas, a inação e os debates sem fim acabam se tornando o foco.

Em um mar de desalento existem algumas ilhas de excelência. Uma das provas de que ainda é possível ter esperança é o caso da melhor escola pública do Estado de São Paulo. Há 18 anos atrás, a Escola Estadual Professor Antônio Alves Cruz era mais uma escola com nível que qualidade de ensino muito baixo. No entanto, com a iniciativa de ex-alunos que se reuniram para criar o Movimento Fênix, a escola passou a ter o ensino integral e a contar com diversas atividades de contraturno.

Esses ex-alunos tomaram as rédeas da escola e transformaram-a por completo. Hoje a escola oferece matérias eletivas, acompanhamento do “projeto de vida” do aluno que o ajuda a delinear um caminho de acordo com seus interesses e noções de estudos e preparação para provas.

 

O resultado

Em 2016, a escola teve a melhor nota do Enem entre todas as escolas do estado de São Paulo. Além do aumento das notas dos alunos, a escola tem tido índice de abandono zero nos últimos anos.

Está mais do que claro que resultados como esse são bem-vindos. O que poderíamos aprender com esse exemplo? Será que não faria sentido fazer com que escolas com desempenho ruim fossem geridas por organizações sociais, assim como diversos hospitais do estado? Nos EUA esse modelo, chamado de charter schools, tem funcionado muito bem.

Eu acredito que devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para que os alunos tenha uma educação melhor. Parte disso é testar iniciativas novas, sem medo de cometer deslizes ao longo do caminho. Ficar parado é pior que errar.  

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