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A verdade oculta sobre o ADIAMENTO das aulas PRESENCIAIS

25 de novembro de 2020 admin 0 Comments

Por que estudar não é ATIVIDADE ESSENCIAL no Brasil?

Ambos os candidatos a prefeitura de São Paulo defendem o retorno às aulas presenciais apenas quando tivermos um ambiente “seguro”. Mas se olharmos os dados recentes, não há evidências que a ESCOLA representa RISCO para a comunidade. Na verdade, é exatamente o oposto.

O novo relatório da UNICEF concluiu que as escolas não são um meio de transmissão do vírus. A OMS também já havia dito isso. Um estudo com 191 países sugere que não há associação entre abertura da escola e alta de infecções; portanto há mais benefícios em mantê-las abertas do que fechadas.

A saúde mental dos alunos foi bastante afetada durante a pandemia. Preocupações com desemprego dos pais, queda na renda familiar, dificuldades de acesso à saúde e falta de convívio com os colegas afetaram a mente e o desenvolvimento das crianças e jovens.

Em outra análise, de 141 países avaliados, em quase 100 deles foi identificada uma queda de pelo menos 10% de vacinação obrigatória das crianças devido às restrições de movimentação. Atendimentos ambulatoriais de crianças e mães (pré-natal) também apresentaram queda.

Em abril, 1 bilhão e meio de crianças estavam sem aula. Infelizmente, por falta de acesso à tecnologia, 30% dessas crianças não conseguiram acompanhar às aulas de forma remota, o que gera enormes desafios para o retorno e elevará a pressão no indicador de abandono escolar.

Ao contrário do que se imagina, apenas 24% das crianças tiveram acesso às plataformas educacionais via internet em todo o mundo, evidenciando a falta equidade entre os países. Ainda, em muitos locais foram registrados aumento de casos de violência doméstica e exploração sexual.

Além disso, após 20 anos de queda, há possibilidade de aumento da taxa de trabalho infantil. Também estima-se que, globalmente, novas 150 milhões de crianças irão entrar na pobreza multidimensional, ou seja, sem educação, saúde, moradia e acesso a água Um enorme retrocesso.

No Brasil, em setembro, dos 46 milhões de estudantes, 2,3 milhões não tiveram atividades escolares em nenhum dia da semana, segundo o IBGE (PNAD-COVID). São crianças e jovens sem acesso à educação tanto de forma presencial quanto remota. Um completo absurdo, que vai deixar marcas.

Em São Paulo, já estamos sem aula presencial desde 23 de março, ou seja, 240 dias. A China reabriu as escolas após 3 semanas, a África do Sul retomou em agosto. França e Alemanha reabriram em maio e mesmo com o aumento dos casos, mantiveram abertas as escolas. Lá, escola é atividade essencial.

É preciso entender que não estamos protegendo as crianças deixando-as em casa durante a semana mas indo à locais até mais arriscados aos finais de semana. Infelizmente, a sociedade enfrentará graves consequências causadas pela longa interrupção das aulas Por muitos e muitos anos.

FONTES dessa THREAD: Estudo da @UNICEF: https://unicef.org/media/86881/file/Averting-a-lost-covid-generation-world-childrens-day-data-and-advocacy-brief-2020.pdf…

Análise interessante do @BancoMundial: http://pubdocs.worldbank.org/en/253131603749048335/COVID19-Education-Sector-Brief-and-Annex-October-22.pdf…

Artigo no @Estadao sobre o assunto: https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,o-preco-da-escola-aberta,70003523547…

A geração perdida, no @nytimes: https://nytimes.com/2020/11/19/world/unicef-warns-of-a-lost-generation-and-finds-school-closures-are-ineffective.html