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Estudar compen$a: a relação entre escolaridade e salários

28 de setembro de 2020 admin 0 Comments

Diversos estudos já mostraram essa relação positiva entre ganhos monetários e escolaridade29 set 2020, 13h35

Não há nenhuma dúvida sobre o efeito de um ano a mais de estudos sobre o salário futuro. Na verdade, diversos estudos já mostraram essa relação positiva entre ganhos monetários e escolaridade, mas poucos deles quantificaram a diferença. Um deles, o Education at a Glance, da OCDE, mostrou em detalhes as diferenças salariais de pessoas que optaram por estudar um pouco mais e hoje tem compensações financeiras por isso. 

Formandos

Formandos (Reprodução)

A nova versão do relatório, que acabou de sair, mostra que essa diferença é bem maior no Brasil do que em outras nações. Vamos aos dados.

Maior Escolaridade = Maior Salário no futuro

Um brasileiro que terminou os estudos do Ensino Médio ganha 45% a mais do que outro indivíduo que fez apenas o Fundamental completo. Essa diferença salarial é a segunda maior entre 37 países analisados, só perdendo para a República Tcheca. A título de comparação, essa diferença salarial é de 30% em Portugal, 20% na Espanha e não chega a 10% na França. 

É importante ressaltar que isso é provocado pelo alto número de pessoas no Brasil que não tem sequer o Ensino Médio completo, o que acaba tornando um diferencial quem prosseguiu e concluiu a Educação Básica. 

Mas diferença maior ainda é para quem continuou estudando e concluiu a faculdade.

Quando olhamos o caso Brasileiro, a diferença salarial de quem concluiu a graduação para quem finalizou apenas o Ensino Médio é de 140%. Colocando em números, se o indivíduo com ensino médio ganha R$2.000, ou que finalizou a faculdade põe no bolso R$ 4.800. Esse diferença salarial é a maior vista na comparação de nações do relatório: Nos Estados Unidos, a diferença é de 70%, no México, de 60%, na Itália, não chega a 40%.

Quando olhamos para indivíduos no Brasil que concluíram um mestrado ou doutorado, a diferença explode, e chega próximo de 350%, enquanto que na média dos países da OCDE esse valor fica próximo a 90%.

Um ponto importante para lembrarmos é que a quantidade de jovens matriculados em cursos de ensino superior no Brasil é de 21%, número que observou forte aumento nos últimos anos, mas que continua atrás da maioria dos países desenvolvidos. A média das nações da OCDE é de 30% dos jovens (de 20-24 anos) matriculados no ensino superior.

Como manter o jovem na escola?

Apesar dos dados mostrarem essa grande vantagem financeira futura de prosseguir os estudos, muitos podem argumentar a respeito da dificuldade de concluir a escola com as necessidades de complementação de renda apoiada pelos jovens de muitas famílias.

Esse é o principal motivo para a criação de políticas públicas que deem os incentivos corretos para que a criança e o jovem fique o maior tempo possível dentro de sala, com aulas boas e envolventes. Boas iniciativas como o ensino em tempo integral, adotada em diversos estados (com destaque em Pernambuco) tem trazido excelentes resultados.

Embora o resultado não seja observado de imediato, esse esforço é recompensado lá na frente na forma de salários maiores, inclusive acima do que se observa em outros países, como mostram os dados.