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Antes proibidas, essas práticas ajudam no combate a pandemia

26 de março de 2020 admin 2 Comments

O Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a reconhecer e regulamentar o uso da telemedicina para o combate a pandemia do coronavírus no Brasil. A medida, de caráter temporário, chega após pressão de diferentes setores da sociedade por essa facilidade, inclusive do Ministério da Saúde.

Subiu para 48 o número de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo, segundo o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). O total de mortos aumentou 20% de terça (24) para quarta-feira. O estado tem ainda 862 casos confirmados.

Desde terça-feira (24) até o dia 7 de abril, o governador João Doria (PSDB) determinou quarentena pelo período de 15 dias. A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança. 

Como a telemedicina pode ajudar o Brasil 

A crise do coronavírus e a necessidade de isolamento social, então, forçaram inúmeros serviços a migrarem para o uso online. Práticas que antes eram proibidas no Brasil, como o próprio uso da telemedicina, foram adotadas para salvar a vida dos pacientes. 

Dessa forma, está liberada a teleorientação, medida que permite aos médicos realizarem, remotamente, orientação e encaminhamento de pacientes, em isolamento, para atendimento presencial. 

Também ocorre a regulamentação do uso do telemonitoramento, o que possibilita o monitoramento de pacientes com suspeita ou casos leves de forma virtual. Nessa situação, é possível, por exemplo, acompanhar a frequência respiratória de um paciente.

Além disso, foi oficializada a teleinterconsulta. A medida permite a troca de informações e opiniões entre médicos, de forma remota, auxiliando no diagnóstico de casos. 

Em comum, todas as propostas buscam reduzir os deslocamentos e aglomerações, sejam eles feitos por pacientes ou por médicos. 

No entanto, é importante ressaltar que não foi autorizado o teleatendimento, que seria a consulta completa, feita de maneira online. Além disso, nada garante que o uso da telemedicina deixe de ser regulamentada depois da crise. 

Além do CFM, a Câmara dos Deputados também aprovou a telemedicina no combate a pandemia do Coronavírus.

Em sessão virtual na última quarta-feira, 25, o projeto da deputada Adriana Ventura (NOVO-SP) autoriza o uso da telemedicina no Brasil em quaisquer atividades da área de saúde, enquanto durar a crise do coronavírus.

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Práticas que antes eram proibidas no Brasil, como o próprio uso da telemedicina, foram adotadas para salvar a vida dos pacientes. 

Ensino domiciliar: uma oportunidade para a educação diante do coronavírus 

Apesar do coronavírus proporcionar uma situação remota para as empresas, escolas e órgãos do governo, é importante que serviços não parem. Dessa forma, mesmo que as aulas presenciais sejam canceladas, os alunos podem continuar a realizar atividades em casa. Dentre as possibilidades, está a educação domiciliar. 

Ciente da oportunidade, a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) busca a regulamentação da prática junto ao Congresso Nacional

A educação domiciliar é muito comum nos Estados Unidos, onde cerca de quatro milhões de crianças são ensinadas dessa forma. Outros 62 países do mundo permitem legalmente a prática. 

Contudo, no Brasil, apesar da metodologia de ensino ser adotada por cerca de 7 mil famílias, a prática ainda é pouco conhecida e a legislação sobre é nebulosa. Atualmente o ordenamento jurídico é simplesmente incompatível com a educação domiciliar, com fundamentos já derrubados por estudos científicos há décadas.

Existe muito receio em relação ao homeschooling: muitos afirmam que as crianças se tornarão adultos com dificuldades de se relacionar com outras pessoas, por exemplo. Há, contudo, uma vasta quantidade de evidências que mostram justamente o contrário. Estudos mostram que crianças que praticam homeschooling podem ter, inclusive, menos problemas comportamentais, por exemplo. 

Vale ressaltar, porém que nem todas as crianças devem ser educadas em casa. Cada uma tem suas peculiaridades e os pais devem procurar as melhores ferramentas para a aprendizagem de seus filhos. Mas é importante ter a opção de, entre elas, haver a educação domiciliar.

Na tentativa de combate a pandemia, estudantes têm recorrido a cursos e aulas online. Dessa forma, novas possibilidades surgem tanto no combate a pandemia do coronavírus como oportunidade para depois da crise. Antes sem segurança jurídica para ser feita, a telemedicina pode ajudar muito a melhorar a saúde no Brasil, principalmente para os mais pobres.